título

Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens

Problemas e Soluções

05/07/2014



Eu preparei meu coração como se fosse uma sala. Coloquei um papel de parede bonito, escolhi a mobília com muito cuidado, abri as janelas, providenciei um lustre de cristal repleto de expectativas. Eu não era feliz, mas não sentia dor - apenas aquele sentimento de indiferença típico de quem nunca experimentou a felicidade. Aquele sentimento vazio que preenche os espaços vazios com mais vazio. Estava apostando todas as minhas fichas no futuro.

Eu menti para mim mesma, fiz as escolhas erradas e os resultados de tanta imprudência não demoraram para aparecer. Meu mundo perdeu a cor. O céu fechou, uma tempestade estava á caminho. O ar ficou pesado, difícil de respirar. A escuridão, então, tomou conta. Eu estava perdida. E como é ruim o sentimento de perda. Uma agonia que entra no coração como um furacão.

E ela entrou, arrancou o papel de parede, destruiu a mobília, sujou o tapete. Desgraçada, assassina, matou todas as minhas esperanças, estrangulou toda e qualquer vontade de viver. O sentimento de indiferença foi substituído - e foi aí que eu percebi o quanto a indiferença faz a diferença. Eu não sabia como era a felicidade, mas experimentei a tristeza pela primeira vez.

Mas, em algum lugar da escuridão - em meio a tragédia do meu ser - alguém chamou meu nome. Uma luz iluminou tudo, mostrou o caminho. Encontrei algo para acreditar, uma chave para me libertar das algemas que eu mesma criei. Fugi dos meus medos. Ah, não há nada melhor do que a plenitude. 

Não há nada comparável com o sentimento pleno de felicidade. O céu voltou a ficar azul, a temperatura tornou-se agradável, os pássaros pareciam entoar uma canção especialmente para mim. Os olhares não me julgavam mais - nem mesmo aquele que eu lançava para meu reflexo no espelho. A televisão continua transmitindo notícias ruins, o mundo lá fora continua injusto. Mas aqui dentro, em meio ao papel de parede que foi arrancado, o ar está leve. A luz entra pelas janelas, os destroços são apenas lembranças. Aqui dentro, meu amor, eu estou em paz. E, apesar de tanta bagunça, eu sei que me encontrei. 

Zona de Conforto

26/04/2014


Temos tantas oportunidades, perdemos tanta coisa boa por comodidade. Aprendi da maneira mais difícil, que a zona de conforto não é tão confortável assim. A escolha mais confortável em um determinado momento pode se tornar uma prisão no futuro, privar você de coisas maravilhosas. Em um desses momentos, quando você se sentir sufocado pelas consequências do seu conforto, irá perceber o quão importante é abraçar os riscos e mergulhar em aventuras. 

Mas esses erros tem seu lado positivo: levam-nos a pensar de maneira diferente, enxergar nossa própria vida de uma nova perspectiva. Faz com que você repense tudo. Seus conceitos são exilados e voltam totalmente renovados. É como uma metamorfose da vida, da mente, do ser. 

Tudo que é fácil é bom, mas tudo que é novo é melhor ainda. A novidade traz um gostinho que preguiça nenhuma pode proporcionar. Aquele friozinho na barriga que - pode até assustar - mas vale a pena. Aquela adrenalina que nenhuma rotina pode trazer. Agora pare e responda: Vale a pena viver nas sombras de sua própria existência enquanto há tantas possibilidades?

Tome as rédeas, não tenha medo de errar. Faça de qualquer lugar a sua zona de conforto, ou melhor, não se sinta confortável. Enfrente seus medos ao invés de ignorá-los. A melhor forma de evoluir é enfrentar tudo aquilo que assusta.

E agora?

10/11/2013


O que fazer depois de uma tempestade? Depois que as nuvens negras deixaram o céu e o sol está brilhando intensamente. O que fazer depois que o vento levou embora todas as esperanças e a chuva arrasou com todas as expectativas? O que fazer quando tudo foi devastado, até mesmo aquela vontade maluca e inexplicável de viver? 

E agora? O que vem depois? Sem final feliz? Como reconstruir, montar uma nova estrutura, selecionar novas bases? Como e por quê? Poisé. As tempestades severas da vida nos pegam de surpresa, arrasam e depois vão embora, deixando para trás apenas um rastro de destruição. Ás vezes essa tempestade atende por um nome específico, ás vezes é apenas um momento de desespero.

Não sei lidar com o desespero, tampouco com as pessoas. O ser humano é uma espécie masoquista e egoísta por natureza, que não sabe agir sob pressão e que pode surpreender com todo e qualquer tipo de atitude: desde os gestos de carinho mais admiráveis até cenas de pura crueldade.

Ainda tenho muita vida pela frente, muitas coisas para aprender. Essa tempestade veio para o bem, tenho certeza. Ela colocou um ponto final em uma história que estava repleta de vírgulas. Agora é hora de começar um novo parágrafo. Nem tudo é tão difícil quanto parece, nem sempre o final será triste. Enquanto houver tempo, tudo pode mudar. 

A vida é cheia de altos e baixos, de tempestades e calmarias. É nosso dever saber lidar com isso tudo, não se perder nessa confusão e não se deixar levar pela maré. Temos que tomar o controle de nossas próprias vidas antes que alguém o faça. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...